Hoje eu faço 45 Anos
- Daniela Fukumothi
- 15 de jun.
- 4 min de leitura
PESSOAL · LIFE COACHING · MÉTODO SPA
Por Daniela Fukumothi · Junho 2026
Hoje eu faço 45 anos.
E tenho que dizer — simplesmente amo estar nos quarenta.
Até então, sinto que estava sempre em busca. De melhoria, propósito, direção, de uma versão de mim mesma que parecesse encaixar e fazer sentido. Na carreira corporativa eu trabalhei muito, muitas horas, muito intenso, fiz um bom trabalho e esperava que isso fosse suficiente. Para ser reconhecida. Para me sentir realizada. Não foi, e aprender isso foi doloroso. Vivia no piloto automático, não tinha tempo para olhar para dentro e esperava que as respostas viessem de fora.
Durante os trinta, eu continuava buscando clareza e propósito enquanto enfrentava minha fase mais vulnerável, imersa em trabalho e lutando com infertilidade e perdas — e nessa época a vida tinha pouca cor.
A maternidade finalmente aconteceu em 2017. Me senti abençoada ao receber o presente que eu esperava desesperadamente. A vida ficou colorida — focar em uma vida com significado e melhorar a mim mesma se tornaram prioridades ainda maiores. Tornar-me mãe mudou naturalmente meus interesses, minhas prioridades — e também o meu grau de tolerância para tudo que não estava alinhado a esse propósito. Aos poucos foi gerando uma sensação quieta e incômoda de que algo estava desalinhado. Nada dramático. Não era uma crise. Apenas... uma sensação de desconexão. Eu vivia momentos de extrema alegria, me sentindo super poderosa como mãe, e outros momentos sentindo apatia e impotência com coisas fora do meu controle. Era como se eu não conseguisse encontrar a música.
Mal sabia eu que as ferramentas e respostas que eu precisava durante esses momentos difíceis existiam. Eu simplesmente ainda não as havia encontrado.
E então — através de uma combinação de circunstâncias, uma pandemia, e certas oportunidades da vida me apontando firmemente na direção certa — eu as encontrei. Coaching. PNL. Gestão Bio-Emocional. Psicologia positiva. Neurociência. Pesquisa sobre felicidade. Um curso levando a outro, um livro abrindo outros três.
Eu já adorava estudar e aprender — mas agora era algo diferente. Eu não estava coletando informação e satisfazendo curiosidade. Estava finalmente me entendendo como ser-humano, como padrões de pensamentos e comportamentos.
E nesse processo, algo que eu não estava procurando chegou silenciosamente.
Paz interna.
Nunca a ausência de dificuldade. Mas a capacidade de estar comigo mesma — plena, gentilmente, sem julgamento. De me tornar, como gosto de dizer, a minha melhor amiga.
E a parte que me surpreendeu - para alguém que sempre esperava as respostas virem de fora para dentro - os resultados só apareceram quando usei as ferramentas em mim mesma. Finalmente percebi que perdia tempo e energia querendo mudar o que é externo, o que estava fora de meu controle. E esse tempo e energia para fora significavam o tempo e a energia que eu deixava de usar para olhar para mim, para cuidar de mim, para entender os meus próprios pensamentos, sentimentos e comportamentos.
Essa foi a descoberta real. Não uma resposta mágica — mas o entendimento de que eu era a que precisava de atenção e cuidado. E quando fui por ali, o resto foi encontrando seu lugar.
Aos 45 me sinto em harmonia comigo mesma. Estou mais calma. Mais centrada. Mais gentil comigo mesma. Tenho um relacionamento com quem sou que genuinamente prezо. Uso as ferramentas que aprendi — diariamente, conscientemente, imperfeitamente — e elas funcionam. Não porque estou pronta. Mas porque continuo escolhendo trabalhar e crescer.
Meu filho me ensina e me motiva a continuar melhorando, a continuar me conhecendo e me desafiando. Sei que meu papel não é moldá-lo em quem acho que ele deveria ser. É observá-lo. Ver quem ele está se tornando. Minha intenção é ser seu porto seguro enquanto ele descobre a vida — e dar a ele as ferramentas para que ele explore o mundo, e para que ele aprenda a se levantar nos momentos em que a vida, inevitavelmente, o derrubará.
Sou alguém que aprendeu que dizer não é um sim para mim mesma. Que escolher o desconforto ao invés do ressentimento é um ato de autorrespeito. Que você não pode servir de um copo vazio — e que encher o seu próprio copo não é egoísmo, é o ponto principal.
Sinto que hoje tenho um trabalho com significado. Trabalho para ter relacionamentos saudáveis e reais. Aprendo algo novo todos os dias e planejo nunca parar.
Eu realmente acredito que uma pessoa encontrando paz em si mesma cria uma onda. E as ondas chegam mais longe do que pensamos. É por isso que faço esse trabalho. É por isso que criei o Método SPA.
Não porque tenho todas as respostas. Definitivamente tem muito que não sei e quero aprender. Mas porque já encontrei algumas ferramentas que mudaram minha vida — e agora não consigo imaginar não compartilhá-las. E vejo que assim posso contribuir para meu objetivo ambicioso de que todos possamos nos sentir empoderados, confortados e amados.
Então aqui estou. 45. Grata. Centrada. Ainda crescendo.
Os trinta foram a busca. Os quarenta me deram a bússola.
Mal posso esperar para ver o que vem a seguir. 🏠
Feliz aniversário para mim. E obrigada por estar aqui.
Com amor, Daniela
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